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Com apenas grafite, papel em formato postal e virtuosismo - impossível não usar a palavra no caso dele -, Amador Perez estuda o desenho na pintura e lança luzes (e sombras) insuspeitadas. Os desenhos de Amador são a melhor forma possível de crítica de arte. Ele parte de quadros de sua preferência e os decompõe, fragmenta, faz variações sobre seus temas. É avis rara entre os artistas pela consciência que tem do que faz. Amador cita, claro, o ensaio A obra de arte na era da reprodutibilidade técnica, de Walter Benjamin. Mas o que ele faz não é apenas um estudo da linguagem do desenho, "desconstruindo" as pinturas para lhes revelar a técnica. Não é um pós-moderno; não foge da simbologia. O tema principal de Amador é, também não à toa, a solidão.
Daniel Piza Condensado de matéria publicada em O Estado de S.Paulo sobre a exposição Desenhos: imagens e espaços na galeria Arco (São Paulo, 1991)
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